Mundo tem 3,2 bilhões de internautas, diz agência da ONU

Relatório divulgado pela International Telecommunication Union (ITU), agência das Nações Unidas para as telecomunicações, aponta que o mundo vai alcançar a marca de 3,2 bilhões de internautas este ano, sendo 2 bilhões em países em desenvolvimento. Entretanto, aponta a agência, 4 bilhões de pessoas nesses países continuam offline, o que representa 2/3 de toda a população das nações em desenvolvimento.

 

— Esses novos dados não apenas mostram quão rápido foi o progresso tecnológico feito até hoje, mas ajudam a identificar aqueles que estão sendo deixados para trás pela economia digital, assim como as áreas que mais precisam de investimentos — disse Houlin Zhao, secretário-geral da ITU em conferência de imprensa nesta terça-feira, em Genebra.

 

Há 15 anos eram apenas 738 milhões de internautas no mundo, sendo apenas 100 milhões no mundo em desenvolvimento. Entre 2000 e 2015, a penetração da internet cresceu sete vezes, de 6,5% para 43% da população global. A proporção de residências com acesso à internet avançou de 18% em 2005 para 46% em 2015. Apesar disso, entre os 940 milhões de habitantes de países pobres, apenas 89 milhões usam a internet, o que corresponde a uma taxa de penetração de apenas 9,5%.

               

Entre os celulares a adoção foi ainda mais rápida. Em 2000 existiam 738 milhões de assinaturas no mundo, e, agora, elas já superam as 7 bilhões, com taxa de penetração de 97%, o que representa praticamente um celular por habitante no planeta. Isso se deve ao rápido avanço da cobertura. Em 2000, apenas 58% da população mundial vivia em locais cobertos pela rede 2G. Em 2015, o percentual chega a 95%.

 

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No 3G, a cobertura chega a 69%. Estimativas da ITU apontam que 29% das 3,4 bilhões de pessoas que vivem em zonas rurais poderão acessar a internet pelo celular até o fim deste ano, e nas áreas urbanas a rede alcança 89% dos habitantes.

 

O acesso por banda larga, seja móvel ou fixo, é considerado acessível em 111 países, nos quais o custo do plano correspondendo a menos de 5% da renda per capita. A média global do preço da assinatura básica da banda larga fixa corresponde a 1,7 vezes o mesmo plano móvel, o que pode explicar o baixo avanço da banda larga fixa, que tem taxa de penetração de apenas 11%.

 

Apesar disso, é no preço que reside a explicação para a diferença de penetração entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, o custo médio da assinatura de um plano banda larga custa 27,8 PPC (Paridade do poder de compra, que relaciona o poder aquisitivo com o custo de vida local), enquanto entre os países em desenvolvimento o custo chega a 63,6 PPC. Entre os países menos desenvolvidos a conta é ainda maior: 129,5 PPC.

Categoria:Mundo dos Internautas

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